Tendo presente a programação do encontro, o mesmo teve inicio já com a chegada dos participantes por volta das 7hrs e 30 min, no local próximo ao auditório do prédio 9. Após a acomodação, o evento começou com breve apresentação do Prof. Luiz Carlos Susin, dando as boas vindas ao público, e anunciando os próximos encontros (Simpósio ESTEF...).
Joe, apresentação dos grupos (Fateo, Fac. Lasalle, Sem. D. Egmond., ESTEF, CEBI,) – 8:50
Composição da mesa: Selenir (EST), Rev. Santana;
Selenir faz uma retrospectiva dos encontros anteriores apresentando o III Simpósio “Abrindo as portas das Igrejas/2006”, com seus painéis.
Alguns destaques:
- Propostas e encaminhamentos para continuidade do trabalho (o que podemos fazer juntos?)
- promover a multiplicação da cartilha; - encontrar estratégias de divulgação da mesma...;
I Encontro de Estudos da Cartilha do CMI em 31/08 e 01/09 2007 – presenças: Prof. Rudolf Von Sinner e Prof. Marcelo...
Como poderíamos articular melhor a entrada de negros e indígenas no convívio comunitário?
- procurar entender o modelo de sociedade dentro das Igrejas.., trabalho coletivo..., a importância de uma assessoria das igrejas estarem presentes...
Após a apresentação de Selenir, o Reverendo Santana a convite para se pronunciar, desenvolveu sua fala de acordo com o que abaixo destacamos:
- “Sem nenhuma hipocrisia eu amo vocês, e outra coisa: não sou branco, não sou mulato, não sou mameluco, sou negro... tá na cara!”
A seguir, o reverendo partilhou experiências dolorosas de preconceito, sua e de outros associados à mesmas situações que perpassa a vida de pessoas negras (população pobre em geral, não exclusiva, que sofre vários tipos de discriminação racial);
Comentou sobre as chamadas “Raízes do medo” – referindo serem elas: - a escravidão (negro, pobre...) – a estética de escravidão... paranóia de escravidão... se antes era do quilombo, hoje é do morro e da periferia. Outra referência em relação ao negro nas periferias das cidades referem-se aos “Atos infracionais relativos à droga”... direcionados à negros, e pobres... eis uma forma de homogeneizar os pobre e negros... e jovens – o neoliberalismo como causa desta exclusão, ou desta realidade que gera a violência... Nos momentos neoliberais (direita e esquerda) quanto as questões econômicas, porque qto as questões penais a linguagem é sempre a mesma... não tem (não existe) direita e nem esquerda.... a fala é a mesma!
E nós, como Igrejas? Por detrás do que chamamos ser a nossa fé libertadora, alguma coisa está faltando... hoje convivemos com os corpos jogados na calçada... mas se for de algum branco, da elite, a polícia vai atrás, investiga, a imprensa, todos querem descobrir a causa do assassinato e quem foi o homicida... já se for um pobre, negro, de favela é bem diferente a história – isso quando vira história (de jornal, de televisão quem dera!).
Quando a polícia foi criada, a função dela era reprimir ao negros, já num regime de escravidão, ou pós...
Um Cientista político afirma ser a violência “banal...” nos dias atuais. Outros estudos verificaram que em alguns lugares do mundo, alguns grupos conseguiram transformar uma realidade de discriminação, racismo... em uma situação de superação (um modelo a ser seguido).
Ao vir aqui neste momento... o nosso amor foi além das fronteiras... o reverendo lembrou um fato sobre a questão do Haiti... num debate do Conselho Fraterno de Igrejas do Haiti (qual o objetivo? Que eles pudessem transmitir a viva voz... o resultado: para estudantes). Pegam pessoas em situação de morte e lhes transmite vida.
O Desafio foi: nos ajude a pesquisar o profundo para que possamos entender melhor o como agir...
Decisões de Maringá no último encontro sobre a questão da Cartilha: - como as Assembléias de Deus pode discutir a temática afro-descendente nas suas igrejas? Um fato incontestável ocorreu: - A igreja Católica e o CEBI preparando material para a Assembléia de Deus aplicar (um verdadeiro sinal dos tempos!, exclama Reverendo Santana).
Após terminada essa reflexão, tivemos um pequeno momento para reunirmo-nos e discutir como introduzir e interagir com o público presente através de dinâmica de grupo, que coube ao Humberto sugerir. Logo então, nos organizamos como uma colheita onde os ceifadores foram até a platéia e depois trouxeram o que ouviram e conseguiram anotar sobre as questões anteriormente levantadas, de acordo com a temática.
Seguindo estes moldes, viemos até a mesa e colocamos a “viva-voz” as impressões e anotações acerca deste encontro favorecendo então reflexões que culminaram em retornos do assessor principal, Rev. Santana com os participantes do evento.
Sem mais, encerramos o encontro com alegria e dando graças a Deus por havermos conseguido continuar uma caminhada conjunta pela superação do racismo e de toda forma de violência.
Reinaldo João de Oliveira
Mestrando PUCRS
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