ESTRATÉGIAS PARA CONFRONTAR E SUPERAR O RACISMO
Referências bíblicas :
Efésios 2, 8-10
Filipenses 2, 12-13
OBJETIVO:
OFERECER ALGUMAS ESTRATÉGIAS PARA AJUDAR AS IGREJAS A SUPERAREM O RACISMO
As igrejas afirmam sua vocação "para responder ao evangelho do amor de Deus em Cristo e de vivificar seu Discipulado em culto e missão" reconhecendo que a igreja existe para:
• Incrementar a consciência da presença de Deus e celebrar o amor de Deus.
• Ajudar as pessoas a crescerem e aprenderem como cristãos por meio de apoio e cuidado recíprocos.
• Ser bons vizinhos para com pessoas em necessidade e desafiar o racismo e a injustiça na vida cotidiana.
• Reconhecer a diversidade e a diferença como dádivas da criação de Deus.
• Reconhecer que Deus pode mudar tanto as pessoas quanto as situações que envolvem racismo.
As ações empreendidas pelas igrejas para promover a justiça racial deveriam incluir:
• Encorajar a confissão pública e o mea-culpa por perpetuar o racismo, como parte do papel profético das igrejas.
- Alguns exemplos de como as igrejas têm abordado confissões públicas e mea-culpa serão tratados em futura publicação. Esses atos precisam ser acompanhados de ações específicas para corrigir a situação e evidenciar uma mudança de coração e o compromisso com a transformação.
• Redirecionar as ações da igreja para a reconstrução de comunidades multirraciais e multiétnicas implica desenvolver:
- Estudos e seminários, ou pesquisar estudos já realizados, que abordem e valorizem a situação e a contribuição de diferentes grupos raciais e étnicos que formam a comunidade da igreja. Este seria um primeiro passo para adquirir o conhecimento sobre a realidade do racismo, a fim de desenvolver ações específicas para a comunidade.
- Pesquisas e estudos que mostrem e valorizem a contribuição dos diferentes grupos raciais e étnicos para a missão e a evangelização das igrejas, em níveis local, nacional e internacional.
- Estudos bíblicos e sermões que enfatizem perspectivas multirraciais e multiétnicas bem como a dádiva de Deus que é a diversidade dos povos.
• Identificar e eliminar a discriminação ilegal direta e indireta por meio de:
- Oficinas e treinamento para pessoas da terceira idade, colaboradores, presbíteros, professores de escola dominical, pastores, equipes de organizações eclesiais, etc. para a conscientização sobre o racismo na igreja e na sociedade, a fim de ajudar as pessoas a entender a história do racismo na igreja e como ele influencia suas práticas e condutas.
• Enfrentar e remover o racismo institucional e práticas racistas por meio de:
- Elaboração de projetos especiais com a participação de grupos em posição desfavorável por razões raciais e étnicas na comunidade, para avaliar como oportunidades de emprego, posições de decisão e de liderança geral estão distribuídas na comunidade e em suas instituições. Com base nos resultados, elaborar estratégias e ações específicas de correção, promovendo a igualdade de oportunidade e tratamento e trabalhando na direção do objetivo de igualdade plena.
• Promover boas relações interraciais entre membros de diferentes comunidades e grupos étnicos, culturais e religiosos por meio de:
- Iniciativas que facilitem o encontro e procurem fortalecer relações entre pessoas de diferentes grupos raciais e étnicos, sejam eles membros de uma comunidade eclesial ou trabalhadores estrangeiros, refugiados e postulantes a asilo no país.
• Aceitar, reconhecer e valorizar outras teologias para ajudar a entender a nós mesmos, a outros e a Deus.
- Comunidades eclesiais podem facilitar encontros de estudos focalizando teologias como a feminista, da libertação, etc., a fim de sensibilizar pessoas nas congregações e contribuir para seu desenvolvimento espiritual e sua compreensão das relações humanas e das relações com Deus.
• Proporcionar espaço para expressões litúrgicas diversas
- Encorajando a participação de diferentes grupos raciais e étnicos no culto e ajudando a elaborar expressões litúrgicas, materiais, cantos, orações etc.
- Facilitando a análise destinada a eliminar pressupostos racistas nos materiais da escola dominical, nos símbolos e rituais utilizados no culto e na liturgia.
